Não encontro mais nada das fotos-gifs-softporn que favoritei nas minhas listas-stars-likes.
Tá uma bagunça completa.
Resolvi continuar juntando aqui:
http://makeitminusfifty.tumblr.com/
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Doctor who?!
Ano passado, dei uma surtada e deletei. Orkut-Twitter-Facebook. Meses difíceis. Não entenda errado, adoro o caos. Chaos is my favorite person, but every once in a while it can be a real cunt. Daí canso demais da babaquice alheia, preciso hibernar e lamber feridas por um tempo.
O que significa que desde que me tornei adultinha profissionalmente, as pessoas nunca puderam me adicionar ou fuçar likes-fotos-arrobas. Tudo o que sempre souberam era o que transparecia no ambiente de trabalho. E bem, já bastam a cara e o tamanho de pirralha; é preciso fingir um mínimo de sobriedade no restante. My poker face.
Até que um fatídico dia me encontraram pelos bares da vida. Mesa com álcool-colesterol-cinzeiro-um-guri. Virou assunto pelas próximas semanas. Papa-papa-razzi.
A gente acaba mesmo ficando condicionado a enxergar tudo como negócio, como mercadoria. De modo que pra trabalhar com saúde, eu-garota-propaganda tenho que vender a idéia sendo impecavelmente saudável. Mas ser impecavelmente saudável e viver 129 anos é sinônimo de bem-estar, de felicidade?!
Escolhi atuar na área porque acredito que saúde, junto com educação, são os pilares fundamentais pro bem-estar e pro desenvolvimento pleno de qualquer indivíduo. No sentido de propagar conhecimento, qualidade de vida, e oportunidades. Mas sempre respeitando o tal princípio da autonomia.
Quem sou eu pra te dizer como tu deve viver tua própria vida? Pra te dizer o que é quality-time e bem-estar? Pra te dizer como deve lidar com teus demônios e teus problemas?
Tenho certa dificuldade com doutrinas-imposições-verdades-absolutas. Vou sim te esclarecer riscos a curto e longo prazo de certos hábitos toda bendita consulta. Vou sim te repetir opções de tratamento e benefícios com a mudança toda bendita consulta. Sou bastante direta se tua escolha de estilo de vida é causa dos sintomas que tu estás trazendo pro atendimento. Mas nunca vou te dar sermãozinho ou tentar te doutrinar sobre certo-errado, bem ou mal.
Escolhas, babe. Cada um faz as suas e lida com as consequências. Podendo sempre mudar de opinião a qualquer momento.
E é aí que me vejo fazendo parte: propagando conhecimento pra que você faça suas escolhas consciente, esclarecido; tentando remediar as merdas que possam surgir por consequência-tragédia-acaso; proporcionando qualidade de vida.
E é aí que me vejo fazendo parte: propagando conhecimento pra que você faça suas escolhas consciente, esclarecido; tentando remediar as merdas que possam surgir por consequência-tragédia-acaso; proporcionando qualidade de vida.
Sempre numa relação horizontal, de corresponsabilidade, onde ambos fazem concessões até chegarmos num acordo entre a rotina que você quer levar e a que vai lhe manter vivo pra você continuar tomando suas decisões, encarando seus demônios como bem entender, e procurando o que faz sentido e lhe dá prazer nesse caos de existência.
É assim que sei, assim que consigo trabalhar.
Será que o mundo só está procurando(precisando?) (d)aqueles médicos-padre, que ficam julgando, dando ordens e bronquinhas: "ou faz o que eu tô falando, ou vai morrer, Dona Maria"? Daqueles médicos-mãe, que tiram qualquer parcela conjunta da responsabilidade do paciente no tratamento e iludem, passando a mão na cabeça sempre: "enfisema absurdo. falta de ar cada vez pior. fumando um maço de malborão por dia. vai ficar tudo bem, seu João, só tomar esse remedinho aqui"?
Será que o mundo só está procurando(precisando?) (de) médico que não bebe-come-torresmo-fuma-faz-sexo-casual?
Espero sinceramente que não.
Porque daí .... será que cabe mais um(a) analista de mídia social no mercado? Sou pequena.
Porque daí .... será que cabe mais um(a) analista de mídia social no mercado? Sou pequena.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
You can leave whenever you want out ...
“Ganhaste, invocadinha. Pára de chiar.” Diz ele, mezzo rindo mezzo incompreendendo. Rio também. Último gole, ‘bora pra casa que amanhã levanto cedo.
Ele incompreende. Que não é dicotômico, vitória ou derrota, sim ou não. Há todo um espectro, shades of grey. Há os pilares e as motivações por detrás, subtexto etc. E nas vezes em que você os enxerga, fica um pouco difícil simplesmente ignorar e all in.
Mas ele tem razão. A gente que é cético-implicante-cínico-chato precisa escolher. Por mais que procrastinar seja viver. Chega uma(s) hora(s) na vida em que temos que escolher. Entre participar - apesar de críticas e ressalvas, ou fuck-this-shit e ir pra montanha. Pode ser um participar com o intuito de mudar, mas ainda acaba sendo uma escolha entre fazer parte ou não.
O que anda me incomodando é que chegamos num ponto em que se generalizou e se subverteu. O cordão da intolerância cada vez aumenta mais. Ficou hype ser blasé-reclamão-babaca. As pessoas agora ficam acompanhando gente que desprezam, notícias que não lhes interessam, gostos antagônicos aos seus pelo mero prazer de xingar-humilhar-ofender. Haters gonna hate.
You don’t relate to me, no boy. Análise crítica é diferente de ódio besta. Debate pressupõe respeito. Parece que não sobrou nada que você possa realmente gostar e fazer parte. Sempre vai haver um porém, um senão, “uma traição ao movimento”, uma falta de análise e perspicácia da sua parte.
Okay, o mundo anda cada vez mais fucked up e há milhares de motivos pra insatisfação. Exatamente por isso cada um descobre o que ainda assim te faz acordar pela manhã. Apesar de. As tais escolhas.
Gotta choose your battles, you know. Nas pequenas e grandes coisas.
Gotta choose o grau de prostituição profissional que estamos dispostos a nos submeter. Como ponte pra fazer o que você realmente curte e acredita, pra pagar as contas e sustentar a família, porque sim, por que não? Na maioria dos empregos somos beátches em maior ou menor grau, mas o quanto vale sua ideologia é uma escolha de batalha pessoal. Escolhi demissão, o que não implica em bullying com quem escolheu continuar.
Relacionamentos impreterivelmente acabam, machucam, têm momentos de total madness dos quais a gente se envergonha. Eu olho ao redor e vejo a maioria das pessoas juntas por razões que não fazem o menor sentido pra mim. Mas há a decisão. De continuar tentando, mesmo assim; ao invés de ir morar com doze gatos e o redtube.
E o futebol, paixão pra mim e tanta gente, negócio e cifras pra quem trabalha com ele. Enxergo a coação a pagar caro pelo ingresso, o fazer jogo dependendo do horário da novela, os pseudo-ídolos babacas e negociações mercenárias, a pressão pra assinar PFC. Eis que vem a escolha de continuar acompanhando e torcendo sabendo de tudo isso, e não migrar pros campeonatos de bocha.
Não escolhi nascer cética-implicante-cínica-chata. Mas escolho ainda assim gostar de coisas, ainda assim me deixar apaixonar por elas. Enquanto fizer acordar pela manhã. Sei que a montanha eremita me espera mais cedo ou mais tarde, a rabugice vai aumentando a cada aniversário. Mas eu vou pra lá com as lembranças de tudo que causa(ou) taquicardia, apesar dos defeitos, ainda que com ressalvas. Vida sem paixões é muito chato. A gente anda ficando muito chato. Não é pra parar de enxergar-questionar-querer-mudança. Mas ‘bora arranjar mais espaço pra curtir coisas também. Bring the sixties a little back, will 'ya?!
domingo, 31 de julho de 2011
Sophisticated lady ...
Você é daqueles que descreveriam música como uma espécie de combustível pessoal? Diria que elas têm o poder de realmente te afetar? Você consegue classificá-las dentre rótulos como as-que-te-salvam, as-que-são-como-soco-no-estômago, as-de-ficar-dançandinho-na-cadeira, e mais tantos outros?
Então você faz parte do clube.
E vai entender perfeitamente o que quero dizer quando eu contar minha descoberta de agora.
Eu voltei a escutar A pasta. Aquela empoeirada ali do lado da lixeira.
A pasta.
Cat Power – Bon Iver – Beirut – Explosions in the Sky – Glen Hansard etc.
Voltei a conseguir escutar do jeito de antes.
De morrer um pouquinho, de beleza doída, de dominguites de madrugada.
Depois de longos meses de retorno total ao trash metal da adolescência.
Porque só ali ressoava alguma coisa.
Voltou, I think. Voltei, I guess.
"It’s been a long time long time now."
" When it breaks my hea-a-a-a-a-a-a-a-a-art."
Significa, percebe?
(re)Permitir-se sentir.
“Se a gente puder ir devagarinho como precisa, e ninguém não gritar com a gente para ir depressa demais, então eu acho que nunca que é pesado...”
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